segunda-feira, 7 de julho de 2008

As sereias do Ensino Eletrônico

Postado por Milene Bortolini

Abaixo está minha interpretação do texto "As sereias do ensino eletrônico" de Paulo Blikstein e Marcelo Knorich Zuffo.

AS SEREIAS DO ENSINO ELETRÔNICO


As sereias são seres que seduzem, encantam, aprisionam e depois devoram suas presas.
O professor está sendo seduzido pelas novas tecnologias da comunicação e da informação.
Tem-se a impressão de que tudo o que foi ensinado, ou a forma como foi ensinado até agora será extinto e que quem não se adaptar as novas tecnologias para educação será excluído dessa profissão.
Mas será que o aluno será mesmo o grande beneficiado com essas novas tecnologias?
Em educação, atualmente, fala-se muito em interação e troca de informação entre professor e aluno, em estimular a criatividade desses. E para isso deseja-se que as novas tecnologias aplicadas a educação resolvam todos esses desafios.
Mas de nada adianta introduzi-las na educação se mantivermos regras, limites, proibições em seu uso.
Quanto mais confiamos nos alunos, quanto menos proibições existem no ambiente, quanto mais convivial é a atmosfera, mais eles demonstram responsabilidade, maturidade, motivação e interesse em aprender(BLIKSTEIN:2002).


4 – MAIS DO MESMO

A educação tradicional está se mostrando insuficiente para o tipo de mão-de-obra que o sistema produtivo está exigindo atualmente.
As empresas não querem mais trabalhadores autônomos e repetitivos, mas sim, ambiciosos e multifuncionais.
Fala-se muito em educação permanente, atualização. Essa demanda por profissionais diferentes tem reflexos sobre quem os forma: a universidade. E assim surge a oferta de freqüentar cursos sem sair de casa com preços reduzidos sem tanto esforço.
A demanda por um novo tipo de profissional, multifuncional, polivalente e inovador recai sobre a universidade. Sua estrutura atual, entretanto, não pode (e nem deve) acompanhar a velocidade de mudança do mercado nem o custo resultante do atendimento a todas as demandas que lhe são feitas. Pelo contrário, ao mesmo tempo em que novas exigências aparecem, as políticas de financiamento público ficam cada vez mais restritivas (BLIKSTEIN, 2001, pg 10).
É preciso tomar muito cuidado para que o uso das novas tecnologias aplicadas a educação não tenha apenas a finalidade de satisfazer o sistema produtivo que necessita de um novo tipo de trabalhador.


CONCLUSÃO

É preciso permitir que as novas tecnologias entrem na educação para mudar o que está ultrapassado. Mas é fundamental utilizarmos a internet como matéria-prima de construção do conhecimento e não apenas como mídia.
Deve-se usar o que a internet oferece de novo e positivo entre eles podemos destacar a possibilidade de criação e expressão pessoal e as possibilidades de construção coletiva de projetos reais, entre outros.
Encantemo-nos pelas novas tecnologias aplicadas a educação sem com isso permitir que elas nos aprisionem.

2 comentários:

nelma disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
nelma disse...

Os professores precisam adquirir mais conhecimentos no âmbito tecnológico. Devemos sim repensar numa educação mais ampla e com melhor organização de conhecimentos no mundo da tecnologia, visto que o mercado de trabalho requer de nós essa prática. Estamos cercados de tantas informações, mas às vezes não sabemos lidar com elas e deixamos de utilizar de forma adequada.
Na fala do professor Ladislaw Dowbor, ele diz que o espaço de conhecimentos tecnológicos está se multiplicando e que as escolas precisam articular esse processo, acompanhar esses avanços. Elaborar um currículo com metodologias mais focadas na tecnologia. Concordo plenamente, uma vez que, muitos alunos atualmente já têm uma visão mais ampla, bem mais informada no mundo da tecnologia do que muitos professores. Por isso precisamos nos atualizar no mundo da informatização, se quisermos formar cidadãos competentes e jamais desatualizados.